quarta-feira, 16 de agosto de 2017

CICLISMO AZUL E BRANCO ARRASA OUTRA VEZ

O regresso do FC Porto à modalidade, com fortes tradições em Portugal e no Clube, voltou a dar razão a quem teve a coragem de fazer esta aposta. Pela segunda época consecutiva, com o patrocínio indispensável da W52 e este ano da Mestre da Cor, o ciclismo azul e branco dominou claramente o panorama nacional, vencendo de forma categórica a  79ª edição da Volta a Portugal em Bicicleta.

Raúl Alarcon tornou-se no primeiro corredor estrangeiro a vencer a prova com a camisola do FC Porto, deixando o seu colega Amaro Antunes na 2ª posição, a 1,23 minutos de distância e o 3º classificado a 5,25 minutos.

Amaro Antunes, além do 2º lugar final, assegurou a conquista da camisola azul, símbolo do melhor trepador.























Esta dobradinha é uma das evidências do domínio territorial da W52-FC Porto-Mestre da cor que triunfou também por equipas, deixando o Boavista-Rádio Popular a cerca de 24 minutos de distância.


























Para além da vitória em 6 das 11 etapas (prólogo incluído):

Raúl Alarcon venceu na 1ª etapa - Vila Franca de Xira/Setúbal
Samuel Caldeira venceu na 2ª etapa - Reguengos de Monsaraz/Castelo Branco
Raúl Alarcon, bisou na 4ª etapa - Macedo de Cavaleiros/Mondim de Basto (Sra. da Graça)
Gustavo Veloso, triunfou na 5ª etapa - Boticas/Viana do Castelo
Amaro Antunes, venceu na 9ª etapa - Lousã/Guarda (com passagem na Torre)
Custavo Veloso, arrasou na 10ª e última etapa (Contra-relógio em Viseu)



















Na última etapa (contra-relógio), ganha por Gustavo Veloso, o W52-FC Porto-Mestre da Cor colocou 5 dos seus corredores, nos 10 primeiros lugares:

  2º - Raúl Alarcon + 15"
  4º - António Carvalho + 24"
  6º - Ricardo Mestre + 41"
10º - Amaro Antunes + 1' 07"
























Na classificação geral individual, foram 3 no TOP/10:

1º Raúl Alarcon
2º Amaro Antunes + 1' 23"
6º António Carvalho + 7' 25"

























 Alarcon liderou a prova desde a 1ª etapa (só falhou o prólogo).

Esta é a 14ª vitória do FC Porto na Volta a Portugal em Bicicleta.

















(clicar na imagem para ampliar)

honra aos vencedores





















domingo, 13 de agosto de 2017

VITÓRIA COM MUITA GARRA

















FICHA DO JOGO





























O FC Porto saiu incólume da sua deslocação a Tondela ao garantir a vitória por um magro golo, marcado na primeira parte de um encontro em que a raça e o querer dos jogadores azuis e brancos fizeram a diferença.

O técnico Sérgio Conceição, apresentou o onze titular da semana passada, com a inclusão de Marega no lugar do lesionado Soares.
























Primeira parte disputada palmo a palmo com os Dragões a sentirem algumas dificuldades em perfurar a muralha defensiva do Tondela, bem organizada e bastante agressiva.

Marega os 8 minutos logrou entrar na área pelo lado direito, acabando derrubado por Ricardo Costa, mas o «padre» não teve dúvidas e mandou seguir o lance.

A equipa da casa dificultava ao máximo não concedendo espaços, mas os jogadores azuis e brancos lá foram criando algumas jogadas perigosas.  Aos 21 minutos Corona, em slalom esteve perto do golo, bem como Marega no minuto seguinte, num remate de cabeça que saiu um pouco alto e ainda aos 28 minutos num remate intencional de Brahimi que não descreveu o arco pretendido. Estava dado o mote.

O golo surgiria pouco depois, aos 37 minutos, numa jogada em que Corona trabalhou bem na direita, sentou o adversário directo, cruzou para o centro da área, a bola foi afastada por um defesa, sobrando para Alex Telles que em posição frontal disparou sem preparação, o remate saiu defeituoso indo parar nos pés de Aboubakar um pouco mais à frente. O camaronês, de costas para a baliza recebeu, rodou e disparou contra o guarda-redes. Na recarga Aboubakar não perdoou. O «padre» desta vez teve dúvidas e recorreu ao vídeo-árbitro que confirmou a legalidade do golo. Estava assim derrubado o forte muro do Tondela.























Mas para este FC Porto um golo é coisa pouca, continuando à procura de dilatar o resultado. Aos 40 minutos, depois de uma bela triangulação entre Ricardo, Corona e Aboubakar, o defesa direito foi à linha cruzar, Aboubakar, num toque de calcanhar colocou a bola no centro da pequena área onde surgiu Marega a encostar, mas para o lado, perdendo uma excelente ocasião.

No segundo tempo o FC Porto voltou com a mesma filosofia de jogo e aos 62 minutos Aboubakar acertou no ferro da baliza de Claúdio, mas a equipa da casa tornou-se mais ousada e começou a tentar contrariar o domínio portista, colocando dificuldades que até então não tinha conseguido.

Ainda assim Marega à passagem dos 75 minutos voltou a ter uma boa oportunidade, mas o seu remate saiu à figura do guarda-redes.

Os últimos vinte minutos foram de grande trabalho para conseguir manter a vantagem no marcador, numa vitória mais que justa mas muito complicada. Esta equipa ainda tem que melhorar e corrigir alguns erros primários, porque é servida por jogadores de boa craveira técnica, a quem fica mal certas infantilidades.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

ENTRADA PROMETEDORA
















FICHA DO JOGO






























Entrada no campeonato à Dragão, de acordo com as expectativas criadas pela escolha de Sérgio Conceição para treinador e pelas indicações dadas nos jogos da pré-época.

O treinador portista apresentou o onze titular mais utilizado nesse período, num claro 4x4x2.























O jogo teve duas partes distintas, ainda que subordinadas ao mesmo domínio, intensidade e pressão alta.

Perante uma equipa que se apresentou bem organizada na defesa, como se esperava, com um bloco médio/baixo, os jogadores portistas sentiram alguma dificuldade em encontrar as soluções mais adequadas para chegar ao golo. A falta de rapidez na circulação da bola e menor diversificação de movimentos no futebol de apoio, a somar à ineficácia no remate, contribuíram para uma primeira meia hora de alguma ansiedade, elemento presente em duas oportunidades flagrantes de golo falhadas, com Aboubakar como protagonista (o camaronês fez uma excelente partida mas esteve particularmente infeliz no remate).

Em cima da meia hora de jogo Soares ressentiu-se da lesão que o importunou durante a semana de treinos e teve de ser substituído por Marega.

Bendita substituição já que o golo inaugural surgiu 3 minutos depois numa jogada aparentemente inofensiva e controlada pelos defesas do Estoril. O guarda-redes Moreira, sem adversários próximos deu a bola para o seu defesa Mano, este na tentativa de a restituir falhou na intensidade e Marega, cumprindo a pressão já habitual no esquema de Sérgio Conceição, foi mais rápido a reagir, chegou primeiro à bola e rematou de pronto para o fundo das malhas, concretizando com toda a facilidade o primeiro golo da partida.























Até ao intervalo o FC Porto continuou a remeter o adversário para o seu último reduto, chegando a marcar mais um golo, bem anulado por posição irregular de Corona.

Depois do descanso os Dragões voltaram a entrar fortes e decididos, mas agora demolidores. A vantagem no marcador devolveu aos jogadores azuis e brancos a serenidade e a consistência necessárias para desenvolverem com mais assertividade o seu futebol rápido, intenso e finalmente eficaz.

Tais características dizimaram completamente o Estoril que passou a abrir brechas por todo o lado e a ser incapaz de travar as investidas portistas.

Foram mais três golos conseguidos e uma mão cheia de oportunidades flagrantes de oportunidades falhadas.

O segundo surgiu aos 54 minutos, numa incursão pelo flanco esquerdo de Óliver Torres, com o médio portista a colocar na área, com um passe a rasgar para a entrada de Alex Telles. O brasileiro, de costas para a baliza, colocou em Brahimi que fez o resto. Recebeu, fintou, procurou posição e rematou sem hipóteses de defesa.























O terceiro foi aos 62 minutos em mais uma jogada rápida, com Óliver Torres a conduzir a bola na área e ir à linha cruzar para a entrada de cabeça de Marega. Jogada simples, rápida e eficaz.
























O quarto aos 70 minutos, na sequência de um livre indirecto a castigar uma falta sobre Brahimi. Óliver Torres cobrou a falta para a área, Marcano foi mais rápido e de cabeça fez a bola beijar as malhas. O árbitro auxiliar levantou a bandeira, indicando fora de jogo e Hugo Miguel anulou de imediato o golo. Foi então que, enquanto se procedia à substituição de Corona por Hernâni, o vídeo-árbitro foi accionado, confirmando a legalidade do lance, repondo a verdade desportiva.























Com a goleada garantida, os Dragões baixaram então o ritmo, permitindo ao Estoril testar os reflexos de Casillas, obrigando-o a duas intervenções espectaculares.

Vitória justa e escassa face às inúmeras oportunidades desperdiçadas, numa exibição no geral prometedora.

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 204













MALAGUETA - Goleador Nº 204

Fez balançar as redes adversárias por 5 vezes, enquanto atleta do FC Porto, em 43 jogos oficiais, ao longo de 4 temporadas ao seu serviço (1966/67 a 1968/69 e 1972/73).

Serafim dos Anjos Mesquita Pedro, conhecido no futebol pela alcunha de Malagueta, nasceu no dia 12 de Fevereiro de 1947, em Benguela (Angola), então Província Ultramarina portuguesa.

Começou a sua actividade de futebolista nas escolas de formação do clube da sua terra natal, o Sport Benguela e Benfica. Filho de um jogador conhecido por ficar com as faces rosadas, depois de algum esforço no decorrer dos jogos, herdou-lhe a alcunha de Malagueta por esse motivo.

Chegou ao FC Porto na temporada de 1966/67, após período de observação que o Clube sempre dispensou nas diversas províncias ultramarinas, para fazer parte do plantel principal, orientado por José Maria Pedroto.

Jogador rápido, versátil, tecnicamente interessante, Malagueta podia ter sido um caso sério na modalidade se tivesse mentalidade competitiva. Não tinha, jogava para se divertir, e fruto da sua irreverente juventude, acabou por se perder cedo não só para o futebol como para a vida, já que viria a falecer ainda muito novo (39 anos de idade). 

























A sua estreia oficial com a camisola do FC Porto aconteceu no dia 19 de Março de 1967, no Estádio Conde Dias Garcia, em São João da Madeira, frente à Sanjoanense, em jogo a contar para a 20ª jornada do Campeonato nacional, com empate por 1-1.

O primeiro dos cinco golos, apontados de Dragão ao peito, foi contra o Belenenses, no dia 16 de Abril de 1967, no Estádio das Antas, em jogo da 23ª jornada co Campeonato nacional, na vitória por 2-0, com o extremo portista a inaugurar o marcador, aos 9 minutos.

A foto abaixo é da temporada seguinte, 1967/68, num dos poucos jogos em que Malagueta foi titular:
























Apesar de pouco utilizado, Pedroto preferia a experiência e ponderação de Nóbrega, Malagueta ainda conseguiu associar o seu nome à conquista da Taça de Portugal dessa temporada, ao ser utilizado nos dois jogos frente ao Varzim, adversário da 2ª eliminatória, «despachado» com duas goleadas (4-0 e 5-1).

No final da 3ª época acabou por ser emprestado ao Barreirense, onde esteve mais 3 temporadas, para regressar ao plantel portista em 1972/73, então treinado pelo chileno Fernando Riera.













Mais uma vez Malagueta não conseguiu ser um atleta influente e no final dessa temporada foi cedido definitivamente ao Sp. de Espinho, onde jogou até à temporada de 1977/78.

Acabaria a sua carreira no G.D. Peniche em 1978/79.

Palmarés ao serviço do FC Porto (1 título):

1 Taça de Portugal (1967/68) 

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 203













FARIA - Goleador Nº 203

Marcou por 5 vezes em 21 jogos oficiais com a camisola do FC Porto, durante as 3 temporadas ao seu serviço (1942/43 a 1944/45).

Manuel Rodrigues Faria foi um médio pouco utilizado e por isso teve uma passagem curta pelo Clube.

























Ainda assim, fez 30 jogos e 8 golos (incluindo a sua participação no Campeonato Regional do Porto).

A imagem abaixo é precisamente da participação nessa prova regional que o FC Porto venceu na temporada de 1943/44:




































Faria acabaria mesmo por ser Campeão regional durante as três temporadas que equipou de azul e branco.

Fonte: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

APRESENTAÇÃO DO PLANTEL 2017/18













O FC Porto concluiu ontem a fase de pre-época com vista à temporada de 2017/18, com a apresentação do plantel aos sócios.

Esta fase começou em 8 de Junho de 2017, com a apresentação da nova equipa técnica, chefiada por Sérgio Conceição, homem sobejamente conhecedor das ambições, da raça, do querer e da mística portista, pelo seu passado como atleta valoroso deste enorme Clube. 


















Com ele vieram, Diamantino Figueiredo (treinador de guarda-redes), Siramana Dembélé (treinador adjunto), Vítor Bruno (preparador físico) e Eduardo Oliveira (fisiologista):























A azáfama começou no dia 3 de Julho de 2017, com os jogadores disponíveis a que se foram juntando gradualmente os internacionais dos vários escalões e nacionalidades, utilizados pelas suas selecções durante parte desse período.

Vários jogos de treino foram sendo efectuados para aferir da condição técnico-táctica e índices físicos de todo o plantel:








(Clicar no quadro para ampliar)


A festa de ontem chamou ao Dragão mais de 46 mil espectadores que se foram entretendo com uma série de actividades promovidas pelo Clube na Praceta do Estádio:






























A grande surpresa foi a apresentação do novo autocarro que estará ao serviço do plantel, nas suas deslocações:

























Mas o prato forte foi mesmo a apresentação dos atletas e o jogo de futebol que se seguiram.

Com um palco montado no centro do terreno e após um concerto musical pelos «MUNDO SEGUNDO», um a um foram sendo apresentados os atletas do actual plantel:

1-Casillas, 2-Maxi Pereira, 3-Martins Indi, 5-Ivan Marcano, 7-Hernâni, 8-Brahimi, 9-Aboubakar, 10-Óliver Torres, 11-Marega, 12- José Sá,13-Alex Telles, 14-Mikel, 15-Rafa, 16-Herrera, 17- Jesús Corona, 18-João Teixeira, 19-Miguel Layún, 20-André André, 21-Ricardo Pereira, 22-Danilo Pereira, 23-Reyes, 24-João Costa, 25-Otávio, 26-Vaná, 27-Sérgio Oliveira, 28 Felipe, 29-Soares, 30-Diogo Dalot e 33-Rui Pedro.
























Na foto, da esquerda para a direita, em cima: Ricardo Pereira, André André, João Teixeira, Mikel, Óliver Torres, Brahimi, Maxi Pereira, Vaná, José Sá, Casilhas, João Costa, Martins Indi, Hernâni, Aboubakar, Marega, Alex Telles, Rafa , Jesús Corona e Miguel Layún; Em baixo pela mesma ordem: Diogo Dalot, Felipe, Otávio, Danilo Pereira, Diamantino Figueiredo, Vítor Bruno, Sérgio Conceição, Siramana Dembélé, Eduardo Oliveira, Herrere, Diego Reyes, Sérgio Oliveira, Soares e Rui Pedro.

Frente ao Deportivo da Corunha, Sérgio Oliveira apresentou o onze titular que parece ser a espinha dorsal da equipa:
























Com uma entrada forte e autoritária, com pressão muito alta à saída da bola, o FC Porto dominou a partida e marcou 4 golos, alguns deles no aproveitamento de erros dos adversários que se mostraram muito incómodos com a presença asfixiante dos jogadores portistas. 

A primeira parte rendeu apenas dois golos, apesar das várias oportunidades falhadas para dilatar o marcador.

Aboubakar foi o primeiro a encaminhar com sucesso a bola para as redes, numa jogada de insistência. Jogada com Brahimi a furar pela esquerda, até à entrada da pequena área, cruzamento ao segundo poste onde Corona apareceu desmarcado a levar a bola a beijar o ferro, ressaltando para Aboubakar. O camaronês rematou de primeira contra um defesa, a bola ficou ainda ao seu dispor e à segunda inaugurou o marcador (14').
































Aos 43 minutos o mesmo Aboubakar, de pé quente, voltaria a repetir a proeza, desta vez a solicitação de Corona, num cruzamento rasteiro a que o avançado portista deu o melhor seguimento.

Futebol intenso, dinâmico e com alguns bons momentos técnicos, a deixar adivinhar que os novos processos estão a pouco e pouco a ser assimilados, precisando naturalmente de mais algum tempo até ficar bem afinado, evitando alguns sobressaltos que ainda vão acontecendo.

No segundo tempo Sérgio Conceição aproveitou para ir fazendo substituições de forma a utilizar quase todos o atletas.

Jesús Corona aos 55 minutos daria nova expressão ao resultado, na sequência de um cerco dos portistas aos defensores do Deportivo, na sua saída de bola, obrigando-os a errar. O avançado mexicano aproveitou para se assenhorear da bola, caminhar decidido para a baliza e a rematar cruzado ao segundo poste.

































O quarto golo surgiria em mais uma oferta dos jogadores do Corunha. Marega agradeceu e sem qualquer dificuldade colocou a bola nas redes. Tão fácil que nem festejou.
































João Costa, Vaná, Diogo Dalot, Martins Indi, Mikel e Rui Pedro, não chegaram a sair do banco. André André não foi opção por estar castigado pelo vermelho mostrado por João Pinheiro, frente ao V. Guimarães.

Impressões de forma geral positivas, com a percepção clara da necessidade de corrigir ainda alguns erros. Plantel demasiado extenso que certamente ainda será alvo de alterações. Público vibrante e confiante numa época bem diferente das quatro anteriores, com ou sem emails, missas, padres e «meninos queridos».