quarta-feira, 20 de setembro de 2017

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 209













BARROSO - Goleador Nº 209

Concretizou 5 golos em 57 participações oficias com a camisola do FC Porto, durante as duas temporadas ao seu serviço (1996/97 e 1997/98).

José Alberto Mota Barroso, nasceu no dia 18 de Agosto de 1970, em Braga. Não é de estranhar por isso, que tenha aparecido no futebol através da principal equipa local, o Sporting Clube de Braga, onde começou a alinhar pela equipa de juniores. Esteve uma temporada emprestado ao modesto Maximinense (1989/90) na época em que se tornou profissional, para regressar na temporada seguinte para defender as cores bracarenses durante duas temporadas (1990/91 e 1991/92). A sua fraca utilização recomendava nova mudança de ares, tendo sido emprestado por uma temporada ao Rio Ave, naquela que terá sido uma época perdida.

Regressou a Braga finalmente para se fixar 3 épocas a fio, conseguindo finalmente sobressair como médio defensivo, demonstrando ter um pontapé violentíssimo e alguma queda para a finalização de livres directos, para além de um bom sentido posicional que aliava com a sua regularidade no passe. Terão sido estas qualidades que o fizeram alinhar por uma ocasião pela selecção nacional, embora quase simbólica e também a cobiça dos três grandes de Portugal.

Foi o FC Porto que ofereceu as melhores condições e por isso Barroso transitou para as Antas na temporada de 1996/97, sob a orientação do técnico António Oliveira.

























A sua estreia oficial de Dragão ao peito aconteceu no dia 18 de Agosto de 1996, no Estádio das Antas, frente ao Benfica, em jogo da 1ª mão da Supertaça Cândido de Oliveira, com vitória portista por 1-0.

Os primeiros festejos de golos foi a 25 de Novembro de 1996, em dose dupla, no Estádio das Antas, frente ao Marítimo, em jogo a contar para a 11ª jornada do Campeonato nacional, com vitória portista por 4-1.

A imagem que se segue documenta a sua titularidade no jogo da Liga dos Campeões, efectuado em 5 de Março de 1977, 1ª mão dos Quartos-de-final, frente ao poderoso Manchester United, com uma derrota gorda, por 4-0:
























Barroso foi utilizado com alguma regularidade, demonstrando toda a sua capacidade, mas nunca conseguiu tornar-se num dos indiscutíveis. A época seguinte foi muito menos produtiva, acabando por  ser cedido à Académica, para a época de 1998/99.










Em Coimbra também não foi feliz, acabando por regressar ao «seu» Braga (1999/2000) para se fixar durante mais 5 temporadas, ou seja até ao final da época de 2004/05, pendurando de seguida as botas para abraçar a carreira de treinador.

PALMARÉS AO SERVIÇO DO FC PORTO (4 TÍTULOS):

2 Campeonatos nacionais (1996/97 e 1997/98)
1 Taça de Portugal (1997/98)
1 Supertaça Cândido de Oliveira (1995/96)

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e ZeroZero.pt

domingo, 17 de setembro de 2017

VITÓRIA EM VILA DO CONDE GARANTE MANUTENÇÃO DA LIDERANÇA

















FICHA DO JOGO


O FC Porto foi ao terreno do Rio Ave conquistar os três pontos da ordem, mantendo a liderança partilhada com o Sporting, num jogo com duas partes distintas.

Sérgio Conceição, desta vez sem restrições, promoveu três alterações ao onze titular, relativamente ao último jogo para a Champions. Herrera, Otávio e Aboubakar ocuparam os lugares de Óliver Torres, Jesús Corona e Soares, relegados para o banco dos suplentes.

Foi uma primeira parte bastante complicada, com os portistas a evidenciar muitas dificuldades para ligar o seu jogo, face ao bom posicionamento do seu adversário, mas também pela falta de objectividade e precipitação de que resultaram muitas bolas perdidas e passes mal calibrados e transviados. 

O Rio Ave teve o mérito de jogar no campo todo, dividindo o jogo, mas foi o FC Porto a criar as melhores oportunidades para marcar. Brahimi errou o alvo por centímetros num remate venenoso com o guarda-redes completamente pregado no relvado sem qualquer reacção, isto aos 8 minutos. A segunda ocasião aconteceu aos 25, com Marega, sob a direita a enviar a bola à barra.

A equipa da casa também ameaçou algumas vezes mas nunca foi capaz de criar uma única efectiva grande oportunidade para marcar.

O intervalo fez bem ao jogadores portistas que devem ter sido «abanados» pelo discurso do treinador. A verdade é que os Dragões regressaram bem mais determinados, ambiciosos e sobretudo objectivos.

Logo no primeiro minuto Aboubakar falhou escandalosamente a emenda, na cara do guardião Cássio. Na sequência de uma entrada frenética e avassaladora na procura do golo, o placard funcionou mesmo.

Canto do lado esquerdo cobrado como habitualmente por Alex Telles, para o coração da área, Danilo Pereira elevou-se mais alto e cabeceou para o fundo das malhas. Estava assim desbloqueado o resultado.





















Os vilacondenses, completamente asfixiados, já só defendiam enquanto os portistas continuavam à procura de novo golo que surgiria 13 minutos depois. Marega levou em corrida a bola, pelo corredor direito, até perto da área, deixou em Brahimi, flectindo para o interior da área enquanto o argelino se desembaraçava do defesa, levando a bola perto da linha final, onde centrou atrasado para o maliano recolher e rematar de pé esquerdo um remate fulminante que Cássio foi impotente para deter.





















Parecia ser o golo do descanso, tanto mais que o Rio Ave, apesar de lutador e algo inconformado parecia não ter argumentos para incomodar a supremacia real do FC Porto.

Mas aos 80 minutos, numa falha de concentração momentânea da defensiva portista (Alex Telles tinha acabado de ser retirado do jogo por lesão, acabando por dar o lugar a André André, derivando Ricardo Pereira para a esquerda), o Rio Ave chegou ao golo.

O FC Porto não se perturbou e continuou, agora mais calmamente, a ser perigoso no ataque, obrigando mesmo o defensor Marcão a recorrer a uma falta grosseira para travar Marega na sua endiabrada corrida para a área. Na sequência o Rio Ave ficou a jogar em inferioridade numérica, permitindo aos Dragões controlarem o resultado a té ao final do encontro.

Vitória importante e justa num campo tradicionalmente difícil, com a já habitual onda azul.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

STAFF TÉCNICO E PLANTEL APÓS FECHO DO MERCADO

Fechados que estão os mercados de transferências, o  plantel do FC Porto sofreu algumas alterações em relação à época anterior, como sempre acontece, embora desta vez, por restrições financeiras impostas pela UEFA para cumprimento do fair-play financeiro, a ida ao mercado ter sido meramente cirúrgica.

Em termos de staff técnico, Pinto da Costa optou por Sérgio Conceição, após o abandono de Nuno E. Santo, que trouxe consigo técnicos da sua confiança:















Foram oito os atletas que mudaram de ares, deixando provisória ou definitivamente o Clube. Rúben Neves, Depoitre e André Silva foram vendidos, deixando nos cofres portistas 61 milhões de euros. Diogo Jota regressou ao seu clube de origem, o Atlético de Madrid que o dispensou ao Wolverhampton, enquanto Chidozie, Boly, João Teixeira e Rui Pedro foram emprestados para rodar.


























Em termos de reforços, os Dragões tiveram que recorrer à «prata da casa», recuperando 7 atletas que estavam emprestados e mais um que jogava na formação. Só o guarda-redes Vaná foi adquirido ao Feirense, quiçá para salvaguardar a saída mais que provável do regressado Fabiano que se encontra a recuperar de uma lesão.

Até à próxima janela de transferências de Inverno, o plantel ficou assim constituído:

































































25 atletas, dos quais 5 são guarda-redes. Parece ser um plantel curto para disputar as várias competições, mas alguns jogadores têm a capacidade para fazer mais que uma posição.

Relativamente aos atletas que desfilaram no dia de apresentação aos associados, destaque para as saídas de Bruno Martins Indi, cedido definitivamente ao Stoke City, clube a que esteve emprestado na temporada anterior, por 7,7 milhões de euros, de Rafa Soares, por novo empréstimo, agora ao Fulham de Inglaterra e ainda  de Mikel Agu, agora emprestado ao Bursaspor, da Turquia.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

DRAGÃO SEM CHAMA DITA PRIMEIRA DERROTA DA ÉPOCA

















FICHA DO JOGO































O FC Porto entrou claramente com o pé esquerdo na presente edição da Champions League ao ceder uma derrota pesada à equipa turca do Besiktas, que vence pela primeira vez nas suas deslocações a Portugal.

A turma azul e branca voltou a não estar bem, tal como no jogo anterior, contra o Chaves, só que desta vez encontrou pela frente uma turma bem mais competente e ambiciosa, capaz de por em causa a, até aqui, famigerada defesa de betão bem como toda a organização táctica de Sérgio Conceição.

O técnico portista, privado da utilização de Maxi Pereira e Aboubakar, ambos a cumprir castigo da UEFA, fez regressar Ricardo Pereira para a sua posição de defesa direito, colocando na frente Soares como titular.























A equipa cedo evidenciou grandes dificuldades para contrariar o futebol mais esclarecido do adversário, especialmente pelo fraco rendimento de alguns dos seu jogadores, claramente em queda de forma, desde o último interregno para os jogos das selecções. O mau jogo frente ao Chaves tinha sido uma desconfiança, o mau jogo de hoje tirou as dúvidas.

Na primeira parte a equipa andou à deriva, sofreu dois golos muito consentidos e não foi capaz de aparecer na área contrária com determinação, discernimento e muito menos eficácia, período em que apenas esteve perto do golo, num lance em que Óliver Torres acertou no ferro. Até o golo do empate (1-1) foi obra do defesa do Besiktas que fez auto-golo.





















Depois do intervalo Sérgio Conceição encetou o plano B, retirando do jogo Corona e Óliver, para introduzir Otávio e André André, passando a jogar em 4x3x3.

A equipa melhorou muito, até porque a equipa turca procurou controlar o jogo e o resultado baixando o bloco, permitindo ao FC Porto maior actividade ofensiva, mas a falta de eficácia foi uma constante.

Depois, Sérgio voltou a mexer e desta vez a piorar o rendimento da equipa, ao tirar Danilo Pereira para meter Hernâni, regressando ao 4x4x2.

Notou-se o baixo rendimento de alguns jogadores portistas ( Casillas, Ricardo Pereira, Alex Telles, Danilo Pereira, Otávio, Jesús Corona e Soares) e até o pendular Ivan Marcano acabou por estar directamente ligado ao primeiro golo turco.

Brahimi foi para mim o melhor jogador portista, o único que esteve ao nível da Champions League.
























De uma assentada a defesa menos batida sofreu três golos, a equipa foi derrotada pela primeira vez e em 4 dias a equipa fez duas más exibições, deixando preocupados todos os seus seguidores.

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 208













YURAN - Goleador Nº 208

Apontou 5 golos em 30 participações oficiais com a camisola do FC Porto, durante a época de 1994/95, única em que representou o Clube.

Sergei Nikolayevich Yuran, nasceu no dia 11 de Junho de 1969, em Lugansk, na antiga União Soviética, hoje território da Ucrânia.

Fez a sua estreia como profissional de futebol no ano de 1985, num clube da sua terra natal chamado Futbolniy Klub Zorya. Dois anos depois chegou ao Dynamo Kyiv onde passou três temporadas.

Apareceu em Portugal na temporada de 1991/92 para defender o emblema do Benfica, clube que representou por três temporadas.

Em 1993/94, desligado do clube lisboeta, tal como o seu compatriota Kulkov, recebeu e aceitou o convite para jogar no FC Porto.

























A sua estreia oficial de Dragão ao peito, aconteceu no dia 11 de Setembro de 1994, no Estádio das Antas, frente ao União da Madeira, em jogo da 3ª jornada do Campeonato Nacional, com vitória por 3-0. É desse jogo a foto da equipa que se segue:
























O seu primeiro golo de azul e branco vestido foi alcançado no dia 2 de Outubro de 1994, em pleno estádio da Luz, inaugurando o marcador aos 66 minutos, golo que procurou com afinco e o fez vibrar por ser contra o seu anterior clube que o tinha dispensado, mas que não foi suficiente para assegurar a vitória, já que o clube lisboeta haveria de empatar aos 88 minutos.

Ficou apenas uma temporada porque era um atleta temperamental, problemático e um tanto irresponsável na forma como encarava a profissão. Gostava da noite e tinha comportamentos pouco condizentes com a sua actividade de atleta de alta competição.









Ainda assim não deixou de ser um avançado valoroso e com potencialidades que o levariam à selecção por 40 vezes, tendo alcançado 7 golos. Curiosamente, Yuran jogou em 3 selecções diferentes, já que foi contemporâneo da desintegração da União Soviética, por quem começou a jogar (12 jogos/2 golos). Depois optou pela selecção da Rússia (25 jogos/5 golos). Pelo meio ainda vestiu a camisola da CEI (Comunidade dos Estados Independentes), selecção formada para jogar o Euro/92 (3 jogos/0 golos).

Depois da temporada passada nas Antas, Yuran foi representar o Millwal de Inglaterra (1995/96), os alemães do Fortuna de Düsseldorf (1996/97), depois ainda na Alemanha, o VFL Bochum (1997/98 e 1998/99), regressando a seguir à Rússia para defender o emblema do Spartak Moskva, terminando a sua carreira nos austríacos do Sturm Graz (1999/2000 e 2000/2001).

PALMARÉS AO SERVIÇO DO FC PORTO (2 TÍTULOS).

1 Campeonato nacional (1994/95)
1 Supertaça Cândido Oliveira (1993/94)

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e ZeroZero.pt

sábado, 9 de setembro de 2017

DRAGÃO MOLE EM CHAVES DURA, TANTO PORFIOU ATÉ QUE GANHOU
















FICHA DO JOGO






























Mais três pontos para o pecúlio do Dragão, num jogo particularmente complicado, mas que acabou por render três golos, dois deles já na parte final do desafio, foi o melhor que se pode extrair da exibição menos consistente deste FC Porto de Sérgio Conceição.

O interregno para os jogos das selecções, a ausência dos internacionais portistas na preparação para este jogo e o desgaste de algumas viagens de regresso dos mesmos, terão contribuído para um menor rendimento da equipa.

O técnico portista promoveu apenas uma alteração no onze titular, em relação ao onze que jogou a anterior jornada em Braga, surgindo Miguel Layún no lugar de Ricardo Pereira.
























Primeira parte com exibição frouxa e irregular frente a um adversário muito agressivo e bem organizado no seu bloco defensivo que conseguiu bloquear o jogo interior portista obrigando a turma da casa a claudicar na sua fase de construção. Não houve situações calaras de golo e por isso o intervalo chegou sem alteração no resultado.

A segunda metade do encontro começou com a primeira alteração de Sérgio Conceição, deixando nas cabines o mexicano Jesús Corona (hoje pouco discernido), fazendo entrar o recuperado Soares.

Os azuis e brancos reapareceram então mais objectivos e a subir consideravelmente na sua produção, de tal forma que quatro minutos volvidos fizeram o  repleto anfiteatro explodir de alegria, festejando o primeiro golo. Jogada em progressão, com Soares a endossar a Brahimi. O argelino deixou a bola passar para Aboubakar que recebeu, driblou o adversário, puxou a bola para o pé esquerdo, avançou dois passos e rematou para o poste mais distante de Ricardo Nunes, fazendo as redes balançar pela primeira vez.























O jogo ficou mais repartido e Filipe, por volta dos 69 minutos cabeceou com muito perigo para a baliza flaviense, na sequência de um canto.

Na resposta, William surgiu na cara de Casillas, mas atirou para fora, perdendo uma oportunidade flagrante de fazer a igualdade. Onze minutos depois o espectro da igualdade voltou a pairar no Dragão, desta feita por Tiago Galvão, que estorvado por Layún, não fez melhor que o seu companheiro.

Sérgio Conceição leu bem o jogo e voltou a mexer na equipa com as entradas de Otávio e depois André André, para os lugares de Aboubakar e Brahimi, respectivamente.

A equipa ficou mais consistente e dominadora. Felipe voltou a estar perto do golo, com novo golpe de cabeça que deixou Ricardo pregado a assistir ao desfecho (82') e dois minutos depois, Layún cruzou para a área do Chaves, Soares acorreu e cabeceou mas a bola foi desviada pelo braço de Maras que incorreu em grande penalidade.

Soares encarregou-se da sua marcação atirando forte para uma defesa para a frente de Ricardo, ressaltando a bola para o avançado portista que na recarga não perdoou.























Marega haveria de fechar a contagem, dois minutos depois a emendar na passada, um excelente cruzamento de Óliver Torres, confirmando a 5ª vitória consecutiva, sem golos sofridos.






















Vitória justa, talvez por diferença de golos exagerados, tendo em conta a boa performance do Chaves.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 207













VINHA - Goleador Nº 207

Colocou a bola nas redes adversárias por 5 vezes em 19 participações com a camisola do FC Porto, ao longo de uma única época ao seu serviço (1993/94).

Alves Nilo Marcos Lima Fortes, imortalizado para o futebol com a alcunha de Vinha, nasceu no dia 6 de Novembro de 1966, na cidade da Praia em Cabo Verde, antiga Província Ultramarina portuguesa, que haveria de se tornar independente após a Revolução dos Cravos. Vinha optou então pela nacionalidade cabo-verdiana.

Chegou a Portugal para representar o Atlético C.P., na temporada de 1988/89. De estatura fora de comum para um jogador de futebol (muito alto, 1,93 m e muito magrinho), era um franzino gigante, porém, humilde, companheiro, trabalhador incansável e uma alma enorme.

Na Tapadinha ficou duas temporadas antes de se mudar para o clube onde viria a dar nas vistas e o haveria de tornar famoso, o Salgueiros.

A sua estreia (1990/91) coincidiria com a melhor fase vivida pelo popular clube portuense em toda a sua história, época em que terminaram na 5ª posição no Campeonato Nacional, que dava direito a participar na Taça UEFA na época seguinte.

Vinha sobressaía principalmente pela sua dádiva ao jogo, no seu aspecto desengonçado, às vezes trapalhão, mas muito dedicado e útil no que tocava a ajudar a equipa, sem a preocupação de ser protagonista.

























Terão sido estas qualidades, entre outras, que impressionaram de forma algo surpreendente o então treinador do FC Porto, o croata Tomislav Ivic, que pediu a sua contratação para a época de 1993/94.

A sua estreia oficial de Dragão ao peito aconteceu no dia 15 de Agosto de 1993, no Estádio das Antas, frente ao Benfica, em jogo da 2ª mão da Supertaça Cândido de Oliveira. Vinha não foi titular e só foi chamado ao jogo a partir do minuto 54, a substituir o jovem Toni, para fazer o golo da vitória (1-0), empatando assim a eliminatória, já que o FC Porto tinha perdido na 1ª mão pelo mesmo resultado, levando a decisão da entrega do troféu para uma finalíssima, que os Dragões haveriam de vencer uns meses mais tarde.

Na semana seguinte Vinha voltaria a ser carrasco do Benfica, quando o FC Porto recebeu, na primeira jornada do Campeonato Nacional, o seu rival de Lisboa. O gigante cabo-verdiano marcaria de cabeça o primeiro golo desse encontro que acabaria com um empate por 3-3. É desse jogo a imagem que se segue: 




























Confirmaria alguns meses mais tarde (3 de Maio de 1994) a sua vocação para marcar aos grandes de Lisboa, quando na Antas apontou um dos dois golos com que o FC Porto bateu o Sporting.

As suas características não lhe proporcionaram porém uma grande utilização, tendo participado apenas em 19 dos 54 jogos oficiais disputados pelos azuis e brancos, nas diversas competições, de tal forma que o técnico Boby Robson (que entrara a substituir Ivic, em Fevereiro de 1994), acabaria por dispensá-lo no final da temporada, tendo ainda alinhado nos últimos oito minutos da finalíssima da Taça de Portugal que o FC Porto venceu, frente ao Sporting (2-1).









Regressaria então ao Salgueiros, cumprindo mais 4 temporadas (1994/95 a 1997/98). Após a saída do clube de Paranhos teria ainda curtas passagens pelos escalões secundários do futebol português, nomeadamente pelo Paços de Ferreira (1998), Lousada (1998/99), Imortal (1999/2000) e Tirsense (2000/01).

Palmarés ao serviço do FC Porto (2 títulos):

1 Taça de Portugal (1993/94)
1 Supertaça Cândido de Oliveira (1992/93)

Fonte: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar