quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

GANHAR NO RELVADO UM JOGO QUE JÁ DEVIA ESTAR GANHO PELOS REGULAMENTOS

















FICHA DO JOGO






























Após um sui generis intervalo de 37 dias, sem que o Conselho de Disciplina da FPF tenha imposto o artº 94 dos Regulamentos, o FC Porto concluiu o encontro no Estoril, da forma que efectivamente se esperava, ou seja, à campeão.

Três golos sem resposta e outras tantas oportunidades falhadas, foram os ingredientes mais palpáveis para dar a volta a um resultado injustamente adverso da primeira parte.

Cumprindo os regulamentos que a circunstância prevê, Sérgio Conceição apresentou seis alterações para esta segunda parte. Danilo Pereira, Ricardo Pereira e Aboubakar (lesionados) e Miguel Layún (entretanto emprestado na última janela de transferências), não puderam continuar a dar o seu concurso à equipa. José Sá e Diego Reyes, foram as únicas alterações por opção, e assim não puderam fazer parte da ficha de jogo desta segunda parte.

O técnico portista optou assim por repetir o onze inicial que defrontou no passado Domingo, o Rio Ave.

Com a necessidade premente de dar a volta ao marcador, os Dragões entraram decididos e autoritários, impondo o seu futebol ofensivo, acutilante, asfixiante e demolidor.

As oportunidades de golo apareceram como corolário dessa atitude e os golos conseguidos até se tornaram escassos face à quantidade de lances flagrantes criados e desperdiçados.

Alex Telles abriu o marcador na cobrança de um livre e Soares fez o bis, colorindo o resultado final.

Vitória justa e inequívoca da melhor equipa sob o relvado, mesmo na soma das duas partes.

Face ao resultado final, não me admirava mesmo nada que os Sabichões da Disciplina, revelem a sua decisão nos próximos dias.

domingo, 18 de fevereiro de 2018

RESPOSTA AOS 5 SOFRIDOS COM 5 MARCADOS
















FICHA DO JOGO





























De regresso às provas nacionais, o FC Porto respondeu de forma categórica à goleada sofrida a meio da semana, frente ao Liverpool, com os mesmos cinco golos sem resposta. A vítima foi o Rio Ave que nunca foi capaz de mostrar argumentos para contrariar a maior valia portista.

Sérgio Conceição promoveu 4 alterações no onze principal. Casillas, Maxi Pereira, Felipe e Jesús Corona, renderam José Sá, Ricardo Pereira, Diego Reyes e Otávio.






















Como que a provar que a equipa não ficou afectada com o percalço do jogo da Champions League, os Dragões entraram fortes e determinados no jogo, com a obtenção do primeiro golo, no primeiro remate à baliza, ainda não estavam decorridos os dois primeiros minutos.

Jogada na esquerda com Brahimi a lançar Alex Telles e este a cruzar atrasado na direcção de Soares. O brasileiro falhou a recepção, mas deixou a bola ao alcance de Sérgio Oliveira que disparou colocado em cima da meia lua, fazendo a bola ultrapassar a linha de golo, mesmo junto ao poste, tornando infrutífera a estirada de Cássio.























Forte lenitivo  e estímulo a contribuírem para a serenidade da equipa portista, reforçada aos 22 minutos com o segundo golo do desafio. Novo cruzamento de Alex Telles, agora na cobrança de um canto, correspondido com um golpe certeiro de cabeça de Soares.
























Antes porém, já o FC Porto tinha construído dois lances muito perigosos. Aos 16' Brahimi, na cobrança de um livre directo obrigou Cássio a uma intervenção de grande nível, desviando o pontapé do argelino para a barra da sua baliza e no minuto seguinte Herrera aproveitou uma saída deficiente do guardião vilacondense, para disparar para a baliza onde apareceu Tarantini a salvar sobre a linha de golo.

O terceiro golo apareceria aos 34 minutos, como corolário lógico do potencial ofensivo exercido pela equipa da casa desde o primeiro apito de Xistra. Marega arrancou do meio campo levando a bola até perto da entrada da área. Face à oposição de três defensores contrários, colocou à esquerda para Brahimi, desmarcando-se mais para a esquerda enquanto o argelino flectia para o centro, dando-lhe uma privilegiada linha de passe que Brahimi não recusou, endossando-lhe a bola. Marega optou pelo cruzamento na passada, a bola ressaltou em Marcelo, enganando o seu guarda-redes. Estava feito o terceiro da tarde.























A vencer confortavelmente pouco depois da meia hora de jogo, os azuis e brancos foram controlando sem nunca tirar os olhos na baliza contrária.


Depois do intervalo o Rio Ave ganhou algum ascendente nos primeiros 10 minutos, com João Novais a pôr à prova a atenção de Casillas por duas vezes (48' e 55').

Passado esse período os Dragões voltaram a empertigar-se e retomaram o comando da partida que Carlos Xistra procurou equilibrar de algum modo com uma «catrefada» de faltas, no mínimo curiosas, aos jogadores do FC Porto, situação que chegou a enervar alguns dos visados, mas que acabou por ser debelada pela capacidade, querer e ambição dos profissionais azuis e brancos.

Tal atitude valeu mais uma série de lances promissores e dois golos para avolumar o resultado. O primeiro aos 74 minutos num cabeceamento mortífero de Marega a corresponder à cobrança de um livre apontado por Alex Telles.
























O último aos 86' por Soares. Lance disputado entre Hernâni e Marcelo dentro da área (parece ter havido razões para marcação de grande penalidade, mas Xistra, igual a si próprio, deixou andar), a bola sobrou para Maxi Pereira que rematou de imediato, com o esférico a ressaltar num dos defesas ali perto e a sobrevoar para o segundo poste onde apareceu Soares a desviar para as redes. O auxiliar assinalou fora de jogo e Xistra apitou anulando o golo, mas desta vez o VAR (finalmente) estava acordado e fez prevalecer a verdade desportiva.























Goleada igual à derrota frente ao Liverpool, perante 42.127 indefectíveis, entusiastas e confiantes portistas.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 219 (ACTUALIZAÇÃO)













SÉRGIO OLIVEIRA - Goleador Nº 219 (Actualização)

Apontou 5 golos em 37 participações oficiais, com a camisola da equipa principal dos FC Porto, ao longo de cerca de 4 temporadas (incompletas) ao seu serviço.

Com estes 5 golos, o último dos quais ainda bem recente, mais precisamente frente ao Chaves, no passado dia 11 do corrente mês, Sérgio Oliveira logrou alcandorar-se na 219ª posição geral deste ranking, ultrapassando de uma assentada, nada mais nada menos que 26 atletas que se encontravam à sua frente (10 dos quais já aqui apresentados semanalmente nesta rubrica).

Sérgio Miguel Relvas de Oliveira, nasceu no dia 2 de Junho de 1992, em Paços de Brandão, tendo começado muito jovem a dar os primeiros pontapés na bola, nas escolas de formação do clube da sua terra natal, o  Clube Desportivo de Paços de Brandão, na temporada de 2000/01, tinha então 9 anos de idade. Transitou na temporada seguinte para as escolas do FC Porto, onde concluiu a sua formação, ao longo de 11 anos, estava então atingida a temporada de 2009/10.

























Foi exactamente nessa temporada (2009/10), que o técnico Jesualdo Ferreira o lançou, podendo orgulhar-se de ter chegado a ser o jogador mais jovem do FC Porto a alinhar pela equipa principal, quando foi titular frente ao Sertanense, no dia 17 de Outubro de 2009, no Estádio do Dragão, em jogo da 3ª Eliminatória da Taça de Portugal, com vitória portista por 4-0, tinha então 17 anos, 4 meses e 15 dias, com uma exibição muito prometedora.

É desse jogo a imagem que se segue, ilustrando a sua estreia na equipa principal:























Blindado um mês depois com uma cláusula de rescisão de 30 milhões de euros, voltou a ser utilizado em mais 3 jogos, todos para a Taça da Liga e sempre a partir do banco de suplentes.

Como a maior parte dos jovens promissores da formação, também Sérgio Oliveira necessitou de ganhar a «endurance» necessária para fazer parte do plantel principal e por isso foi emprestado sucessivamente ao Beira-Mar (2010/11), ao KV Mechelen, da Bélgica e Penafiel (2011/12), regressando ao FC Porto na época 2012/13, para defender a equipa B, participando em 36 jogos, com 6 golos da sua autoria.

Seguiu-se a sua cedência definitiva (50% do passe) ao Paços de Ferreira, onde actuou em bom nível, durante duas temporadas consecutivas (2013/14 e 2014/15), no fim das quais foi resgatado, regressando agora ao convívio do plantel principal.

Com Julen Lopetegui, ainda participou em 18 jogos, apontando 3 golos, estreando-se a marcar, no dia 3 de Fevereiro de 2016, no Estádio Cidade de Barcelos, frente ao Gil Vicente, em jogo da 1ª mão, das meias-finais da Taça de Portugal, com vitória por 3-0. Sérgio Oliveira saiu do banco aos 70 minutos, a substituir Brahimi e segundos depois estava a facturar o 3º golo portista.

Nuno Espírito Santo, na temporada seguinte também não apostou muito nele, tendo disputado apenas 2 jogos e cedido por empréstimo ao Nantes de França, na janela de transferências de Inverno.

Sérgio Conceição, à altura treinador da equipa francesa, só apostou nele em 6 jogos e em todos apenas no decorrer das segundas partes.

Já esta temporada, com ambos regressados ao FC Porto, o centrocampista começou apenas a ser utilizado em jogos de maior exigência, na Liga dos Campeões, contra o Mónaco, Leipzig, Besiktas e Liverpool e a nível interno frente ao Sporting e Benfica.

Parece ter convencido definitivamente Sérgio Conceição, desde que Danilo Pereira se lesionou e o técnico o escolheu para o substituir. o Médio tem aproveitado bem esta oportunidade e tem feito exibições muito positivas.











Vice-campeão europeu de Sub-21 por Portugal, selecção que capitaneou durante toda a fase final, disputada em Junho de 2015, na República Checa, Sérgio Oliveira assume-se como um dos médios mais talentosos da sua geração, revelando grande inteligência das suas acções e uma capacidade de passe tão admirável quanto precisa. Além da qualidade que acrescenta à zona intermediária do terreno, Sérgio Oliveira é também mais uma opção de qualidade para a cobrança de bolas paradas, lances cada vez mais decisivos no futebol moderno.

Palmarés ao serviço do FC Porto (1 título):

1 Taça de Portugal (2009/10)

Fontes: Arquivo do Blogue; ZeroaZero.pt e site oficial do FC Porto.


quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

DRAGÃO TRUCIDADO POR LOCOMOTIVA BRITÂNICA

















FICHA DO JOGO































Imaginem um motociclista que perante uma passagem de nível fechada, com o sinal de perigo em persistente e ruidoso alarme sonoro, mas mesmo assim e com atitude de excessiva confiança, decide contornar as barreiras e arriscar a travessia, sem tão pouco cuidar de olhar em ambas as direcções. Atitude fatal! Nesse preciso momento, o comboio de alta velocidade (TGV) irrompe a toda a velocidade, trucidando o incauto motociclista.

Foi assim que eu vi este jogo entre o FC Porto e o Liverpool, não sendo difícil identificar quem é quem, nesta imagem de retórica. 

A equipa do FC Porto pisou o fustigado terreno do encontro com 3 alterações no onze titular, relativamente ao jogo anterior. Regressos de Ricardo Pereira, Brahimi e do recuperado Ivan Marcano, em detrimento de Maxi e Corona, por opção e de Felipe, por castigo.
























Num jogo previsivelmente complicado face à reconhecida valia do adversário, a equipa portista beneficiou de um período de cerca de 25 minutos, em que a equipa inglesa apareceu expectante como que a tomar o pulso às possibilidades portistas. Viu-se então muitas cautelas, futebol pausado, preocupação para ter bola e não a perder em situações comprometedoras, muito controle e algum respeito mutuo.

Nesse período, Otávio foi protagonista, aos 9 minutos, ao desperdiçar uma das raras oportunidades portistas, para fazer funcionar o marcador a seu favor. Falhou com o remate a ser ainda desviado por um defesa.

Começou a falhar também a lucidez ao futebol portista, com passes transviados, dificuldade de ligação e perdas de bola inconvenientes a permitir contra golpes que acabariam por ter consequências nefastas.

O Liverpool, ao contrário, foi ficando confortável no jogo, ganhando mais bola e ameaçando a área portista, com futebol rectilíneo, rápido, criterioso, ameaçador e eficaz.

Face a este maior ascendente britânico em contraposição com algum desnorte portista, os golos acabariam por surgir.

O primeiro de forma até algo fortuita. Reposição manual de José Sá interceptada no meio campo portista, seis (!) jogadores azuis e brancos (Herrera, Ricardo, Marcano, Reyes, Alex e Sérgio) concentrados no condutor da bola (Lovren), incapacitados de evitar o remate. Bola a tabelar nas costas de Diego Reyes e ressalto para o mesmo Lovren, com os mesmos seis, todos ao molho entre a marca da grande penalidade e a linha limite da grande área, mais um toque para a esquerda, onde Mané, livre de adversários, rematou fraco, fazendo a bola bater por debaixo do corpo de José Sá, resvalando para as malhas. Lance muito consentido que terminou num «peru» de Sá (25').

Se o jogo portista já denunciava fragilidades pouco habituais, a partir de então as coisas pioraram, precipitando um autêntico desnorte.

Foi um Liverpool, mais senhor do jogo, mais incisivo, mais intenso, mais demolidor que quatro minutos depois ampliou a vantagem.

Alex Telles afastou com um balão o esférico da sua área, Marega na tentativa de recolha terá sofrido falta de Milner, que o árbitro não sancionou, progressão do médio inglês com remate a bater no poste esquerdo de José Sá e a ir ao encontro de Salah, completamente solto em posição frontal, com o virtuoso egípcio a controlar a bola, a evitar o guardião portista e a marcar o segundo, num trabalho fabuloso, só ao alcance dos predestinados.

Tentou o FC Porto responder, mas sempre sem grande convicção, sem discernimento e lucidez, perdendo duelos, passes, insistindo em lançamentos longos e sobretudo em individualismos, quer de Brahimi como de Marega.

Ainda assim criou uma nova oportunidade, antes do intervalo, numa combinação perfeita entre o argelino e Soares, com o remate do brasileiro a sair rente ao poste.

No segundo tempo os Dragões apareceram com uma alteração. Otávio ficou nas cabines dando o seu lugar a Jesús Corona.

Nos primeiros minutos pareceu que os azuis e brancos estavam mais calmos, conscientes e lúcidos, ensaiaram algumas jogadas bem delineadas de ataque, mas a resposta do Liverpool foi demolidora.

Aos 53 minutos, numa jogada de contra ataque conduzida por Salah que colocou a bola em posição central, na entrada da área, onde Firmino, entre dois jogadores portistas, rematou, José Sá correspondeu com defesa de palmada para a esquerda, para a entrada fulminante de Mané que não perdoou. Jogada simples, rápida e eficaz a apanhar a defensiva azul e branca em contra pé.

Este golo acabaria com um pequeno período de algum equilíbrio lançando os ingleses para uma exibição de alto gabarito, reduzindo a pó a já de si fragilizada equipa portista que nunca mais se encontrou.

A consequência acabaria por ser devastadora com mais dois golos na baliza portista e uma incapacidade confrangedora dos jogadores do FC Porto que acuraram e de que maneira a maior valia adversária.

Firmino aos 69 minutos e Mané aos 89 minutos coloriram o resultado final.

Numa noite fria, desagradável e chuvosa, valeu o espectáculo dado pelas claques organizadas do FC Porto que nunca se calaram, apesar do duro revés.























Está pois encontrado o vencedor desta eliminatória na mais expressiva derrota de sempre em casa do FC Porto, nas provas da UEFA.

domingo, 11 de fevereiro de 2018

GOLEADA FRENTE A ADVERSÁRIO MUITO DIFÍCIL

FICHA DO JOGO





























O FC Porto venceu com resultado dilatado  a equipa do Chaves que se mostrou um adversário muito competitivo e perigoso, conseguindo até, em alguns períodos do jogo, equilibrar e por em perigo a baliza de José Sá.

Foi pois necessário um Dragão forte, competente e eficaz, para garantir a supremacia que o resultado expressa.

Sérgio Conceição apresentou um onze inicial com três alterações, em relação ao jogo anterior. José Sá, Maxi Pereira e Otávio foram titulares em detrimento de Casillas, Ricardo Pereira e Brahimi, hoje todos no banco de suplentes.

Boa entrada portista no jogo, a construir logo aos 2 minutos uma boa ocasião, num remate perigoso e intencional de Herrera, a obrigar o guardião contrário a aplicar-se.

A equipa do Chaves não se intimidou e teve mesmo uma atitude atrevida, jogando no campo todo, olhos nos olhos, valorizando ainda mais a dinâmica azul e branca.

Iam pertencendo à equipa portista as mais ameaçadoras jogadas de ataque. Soares, aos 9 minutos, teve uma disputa séria com o guardião António Filipe e foi graças à intervenção de Domingos Duarte que a bola não chegou a ultrapassar a baliza flaviense.

Fruto da melhor apetência atacante, o golo inaugural acabaria por chegar ao minuto 15. Otávio recuperou a bola a meio campo, Sérgio Oliveira conduziu o ataque, progredindo até ao meio campo adversário, onde aproveitou para lançar em corrida Soares, que recebeu a bola, avançou até à área e no momento certo disparou ao segundo poste, batendo inapelavelmente Filipe.

O Chaves tentou responder e aos 22 minutos o irrequieto Matheus obrigou José Sá a uma defesa espectacular.

Numa toada de bola cá, bola lá, o FC Porto dilatou o resultado. Maxi Pereira levou a bola até à entrada da área, levantou a cabeça, cruzou atrasado e Soares, de primeira e em rotação desferiu o golpe fatal, rubricando um golo de belo efeito.

Logo a seguir, o mesmo Soares, em situação privilegiada, preferiu assistir para a entrada de Marega, mas o maliano não foi eficaz, desperdiçando mais uma bela ocasião.

Aos 35 minutos, mais uma vez Matheus, de forma desconcertante, foi fintando todos os que lhe apareceram pela frente, entrou na área portista e à saída de José Sá tocou para trás, onde Maxi Pereira conseguiu cortar.

O intervalo chegaria com a vantagem de dois golos a favorecer a maior eficácia portista.

O segundo tempo foi jogado em ritmo mais baixo, com o FC Porto a controlar mais o jogo e o resultado, permitindo ao Chaves ter mais bola, mais capacidade ofensiva, mas sem nunca descurar a segurança defensiva e muito menos deixar de ter os olhos na baliza adversária.

O terceiro golo portista nem sequer demorou muito. Doze minutos foi o tempo necessário para que Marega colocasse o resultado nuns confortáveis 3-0. Jogada de entendimento com Otávio e bola no fundo das redes.

Quatro minutos depois Soares fez a bola bater com estrondo no poste da baliza de Filipe e aos 64 minutos, Waris que tinha entrado para o lugar de Marega, enviou a bola à barra.

O Chaves, apesar de mais avançado no terreno não importunou mais a baliza de José Sá.

Foi mesmo o FC Porto a criar as melhores oportunidades e aos 91 minutos, num entendimento perfeito entre Herrera e Sérgio Oliveira, o mexicano levantou a bola para a progressão do companheiro e num trabalho soberbo, Sérgio recebeu com o peito e em queda rematou forte e colocado, obtendo o golo da tarde.

Vitória gorda, justa e muito meritória, frente a um adversário digno, competitivo e muito competente.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 228













AUGUSTO INÁCIO - Goleador Nº 228

Concretizou 4 golos com a camisola do FC Porto, em 197 participações oficiais, ao longo de 7 temporadas ao seu serviço (1982/83 a 1988/89).

Augusto Soares Inácio nasceu no dia 1 de Fevereiro de 1955, em Lisboa.

Começou a sua carreira de futebolista nas escolas de formação do Sporting CP, passando por todos os escalões até se fixar no plantel principal.

Depois de 7 temporadas a defender o emblema da equipa principal leonina, Inácio ambicionou algo mais e não se fez rogado ao convite recebido pelo FC Porto, clube que passou a representar a partir da época de 1982/83.
























A sua estreia oficial de Dragão ao peito aconteceu curiosamente frente ao seu clube anterior, o Sporting, no dia 29 de Agosto de 1982, no Estádio das Antas, em jogo a contar para a 2ª jornada do Campeonato nacional, que terminou com um empate sem golos.

Defesa lateral esquerdo de grande potencial, rijo a defender e rápido a atacar, manteve sempre uma regularidade exibicional notável, permitindo-lhe estar quase permanentemente na lista dos eleitos pelos vários treinadores que o orientaram, desde José Maria Pedroto a Artur Jorge, passando por António Morais e Tomislav Ivic.

De azul e branco vestido, viveu os momentos mais gloriosos da sua carreira, só ao alcance dos jogadores de elite, contribuindo para a conquista de 7 títulos nacionais e 3 internacionais (os mais prestigiantes do calendário futebolístico Mundial de clubes).

A imagem abaixo documenta a sua titularidade na final da Taça Intercontinental, disputada em Tóquio, frente ao Peñarol, no dia 13 de Dezembro de 1987, jogo em que o FC Porto se tornou Campeão do Mundo, ao vencer, debaixo de um nevão, o seu categorizado adversário, por 2-1:







































Destacou-se também na defesa da camisola da principal selecção nacional portuguesa, que representou por 25 vezes (ver clicando aqui).

Inácio terminaria a sua carreira, despedindo-se no final da época de 1988/89, então com 34 anos de idade, abraçando a carreira de treinador, começando por orientar os júniores do FC Porto.

Palmarés ao serviço do FC Porto (10 títulos):

3 Campeonatos Nacionais (1984/85, 1985/86 e 1987/88)
2 Taças de Portugal (1983/84 e 1987/88)
2 Supertaças Cândido de Oliveira (1983/84 e 1985/86)
1 Taça dos Campeões Europeus (1986/87)
1 Supertaça europeia (1986/87)
1 Taça Intercontinental (1986/87)

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e Zeroazero.pt

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

À TERCEIRA FOI DE VEZ
















FICHA DO JOGO




























Ao fim de três encontros entre estas duas equipas, nesta temporada, o FC Porto voltou a dominar, mas desta vez com efeitos práticos no resultado, ainda que tenha perdido a oportunidade de o avolumar, caso tivesse sido mais eficaz.

A prova do reconhecimento da superioridade portista, nos dois jogos anteriores, que terminaram com enganadores empates sem golos (pelo menos validados pelo árbitro), foi o facto de Jorge Jesus ter alterado o esquema habitual, apresentando um bloco defensivo reforçado.

Já Sérgio Conceição manteve-se fiel à sua ideia de jogo, fazendo apenas duas alterações ao onze inicial, relativamente ao jogo anterior. Casillas e Soares foram os eleitos em detrimento de José Sá e Aboubakar.























Tal como nos dois jogos anteriores os Dragões voltaram a fazer uma partida autoritária, dominadora e de elevado nível técnico, obrigando o seu adversário a defender na maior parte do tempo.

Foi uma exibição muito positiva, frente a um dos principais rivais. Pena foi que as oportunidades criadas tenham sido desperdiçadas e alguns dos jogadores mais influentes não estejam no melhor das suas capacidades.

Soares aos 6 minutos começou a ameaçar Patrício, com cabeçada perigosa, na sequência de um belo cruzamento de Herrera, com a bola a passar muito próximo da barra. Aos 19 minutos Brahimi, recebeu um passe rasgado de Corona e na cara de Patrício, não conseguiu fazer-lhe o chapéu. Aos 27 minutos, bola no poste com estrondo, em livre directo cobrado por Sérgio Oliveira. Aos 30 minutos Herrera na cara do guardião leonino acerta nas «orelhas» da bola e perde soberana ocasião de marcar.

O Sporting fez apenas um remate perigoso aos 39 minutos, na sequência de um contra-ataque, protagonizado por Ritovski, com a bola a sair muito por alto.

Na segunda parte a equipa lisboeta entrou mais avançada no terreno e com isso começou a criar mais dificuldades, com um remate perigoso de Doumbia, aos 49 minutos.

Foi Sol de pouca dura, já que aos 60 minutos Soares adiantou os portistas no resultado. Recuperação de bola de Sérgio Oliveira, cruzamento com peso, conta e medida com o avançado brasileiro a corresponder com um golpe de cabeça certeiro.






















O golo teve o condão de fazer com que os azuis e brancos voltassem ao comando da partida e Soares esteve muito perto de dilatar o marcador, cinco minutos depois.

A perder, o Sporting tentou perturbar a equipa portista, mas só por uma vez fez estremecer a segurança defensiva azul e branca, valendo a valentia de Felipe a garantir o nulo na baliza de Casillas.

Já o FC Porto foi criando mais algumas hipóteses de marcar. Hernâni, que entrou para substituir Brahimi, teve dois lances em que poderia e deveria concretizar com mais eficácia, que a acontecer daria uma vantagem mais justa no resultado.