quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 176













CARLOS PAREDES - Goleador Nº 176

Apontou 7 golos em 92 participações com a camisola do FC Porto, durante as duas temporadas ao seu serviço (2000/01 e 2001/02).

Carlos Humberto Paredes Monges, nasceu no dia 16 de Julho de 1976, em Assunción Paraguai.

Atendendo ao facto de se tratar de um atleta internacional que foi já objecto de destaque individual neste blogue, na rubrica «INTERNACIONAIS PORTISTAS», editado em 23 de Julho de 2012, onde constam as incidências biográficas deste atleta, que convido a recordar clicando aqui, pouco sobra para acrescentar.

























Vou apenas lembrar, já que estamos na rubrica dos goleadores portistas, o seu primeiro golo de Dragão ao peito, obtido no dia 30 de Dezembro de 2000, no Estádio Machado Matos, em Felgueiras, frente ao clube local, em jogo da 5ª eliminatória da Taça de Portugal, com vitória portista por 3-0. Paredes inaugurou o marcador aos 14 minutos e bisaria aos 32, como corolário de uma grande exibição.

A imagem que se segue foi captada no dia 10 de Junho de 2001, no Estádio nacional do Jamor, antes do jogo da final da Taça de Portugal, frente ao Marítimo, com vitória azul e branca, por 2-0. Paredes foi titular, substituído por Paulinho Santos aos 45 minutos.






















O último dos 7 golos apontados pelo médio paraguaio, aconteceu no dia 3 de Março de 2002, no Estádio Vidal Pinheiro, frente ao Salgueiros, em jogo da 25ª jornada do Campeonato nacional, com vitória portista por 3-0. Paredes marcou aos 37 minutos, elevando para 2-0, enquanto os outros dois foram da autoria de McCarthy.









Fonte: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

ACTUALIZAÇÃO DO RANKING DOS GOLEADORES PORTISTAS

Tendo em conta que a anterior actualização foi efectuada em 26 de Outubro passado, é tempo de acertar as contas e posições nesta tabela dinâmica dos golos obtidos por jogadores do FC Porto, que tem vindo a ser aqui apresentada semanalmente, com a inclusão de uma nova figura.

Como nos 38 primeiros lugares não houve mexidas, vou centrar esta actualização nos atletas do actual plantel que já atingiram o número de golos suficientes para terem sido já apresentados neste espaço.



















Brahimi, André Silva e Jesús Corona deram um pulo na classificação, registando subidas de 9, 31 e 10 lugares, respectivamente, com os dois primeiros a subir ligeiramente a média por jogo.

Danilo Perereira é neste momento o candidato mais bem posicionado para merecer honras de apresentação, ele que leva 7 golos apontados, precisamente o patamar actual deste ranking.

domingo, 15 de janeiro de 2017

EFICÁCIA FACILITOU A VITÓRIA
















FICHA DO JOGO






























O FC Porto voltou às vitórias no Campeonato, na recepção ao Moreirense que acabou vítima da melhor eficácia rematadora dos Dragões, qualidade decisiva num triunfo tranquilo e natural, apesar de uma exibição pouco diferente das anteriores,  em que perdeu pontos.

A maior novidade foi uma arbitragem sem grandes reparos e sem interferência no resultado, algo muito pouco frequente nesta temporada.

Com a possibilidade de reduzir distância pontual para o líder artificial e aumentá-la em relação ao outro rival, ambos perdedores de pontos no dia anterior, Nuno E. Santo fez regressar Danilo Pereira, após castigo, mantendo todos ou outros no onze titular.
























Os azuis e brancos custaram a engrenar, permitindo ao adversário o lance mais vistoso, logo aos três minutos, a obrigar Casillas a plicar-se. A pouco e pouco a equipa serenou e tomou conta do jogo definitivamente para não mais lhe perder a iniciativa e o controlo. No entanto voltou a ser notória a dificuldade na ligação do jogo ofensivo especialmente no último terço do relvado, onde se perdiam a maior parte dos lances, por razões diversas (deficiência na definição, má opção no remate ou assistência, precipitação, má abordagem técnica), enfim, aquele reportório que tem ensombrado a performance portista em alguns jogos.

Mas o tom ameaçador acabaria por dar os seus frutos à passagem da meia hora. Livre directo apontado por Alex Telles que Macaridze afastou com os punhos. Ivan Marcano não desistiu do lance, recolheu a bola que tinha fugido para a cabeceira, venceu a oposição de um adversário, fez um cruzamento recuado aparecendo Óliver Torres a corresponder com um remate colocado, certeiro e sem hipóteses de defesa.





















Conseguido o mais difícil, o FC Porto continuou na ofensiva a forçar o segundo golo que haveria de aparecer muito próximo do intervalo. Felipe cortou a bola na entrada da sua área, colocando-a um pouco mais à frente em Diogo Jota. O avançado portista aproveitando o adiantamento dos jogadores do Moreirense, ligou o turbo, avançou forte e decidido, ultrapassando vários adversários, soltou para a entrada de Corona que acompanhou o lance, o mexicano evitou um defensor contrário com  recepção orientada seguida de remate, o guarda-redes estirou-se a evitar o golo, mas fez a bola sobrar para a entrada oportuna de André Silva, que de cabeça e em voo, fez balançar as redes adversárias pela segunda vez.





















Ainda antes do apito do árbitro para o intervalo, Francisco Geraldes fez falta para o segundo amarelo e foi expulso, deixando o seu clube a jogar em inferioridade numérica.

A segunda parte não foi muito diferente, com o FC Porto a dominar a seu belo prazer, mas nem sempre bem. Ainda assim criou mais algumas boas oportunidades de golo, suficientes para lhe permitir dilatar o marcador por mais um golo. Desta vez, na sequência de um pontapé de canto apontado por Herrera, com Ivan Marcano bem colocado e livre de marcação, a cabecear com eficácia para o terceiro.





















André André, substituto de Óliver Torres aos 69 minutos, teve duas boas ocasiões para facturar, bem como André Silva, mas o marcador não sofreria alteração.

Destaque para a estreia de Kélvin, um regresso saudado entusiasticamente pela plateia, mas sem correspondência em termos exibicionais, pelo jovem brasileiro.





















No final vitória tranquila e natural mas sem grandes alardes.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 175













FERNANDO MENDES - Goleador Nº 175

Fez balançar as redes por 7 vezes em 91 participações com a camisola do FC Porto, durante as três temporadas ao seu serviço (1996/97 a 1998/99).

Fernando Manuel Antunes Mendes nasceu no dia 5 de Novembro de 1966 em Setúbal. Começou a sua formação de futebolista nos Sub15 do CD Montijo na temporada de 1979/80 tendo na época seguinte transitado para o Sporting, Clube onde se tornou profissional em 1984/85, passando a integrar o plantel principal. Permaneceu em Alvalade até à temporada de 1988/89, tendo conquistado apenas uma Supertaça Cândido de Oliveira (1987).

Seguiu-se depois a aventura no Benfica onde esteve duas temporadas (1989/90 e 1990/91), conquistando o Campeonato nacional na sua segunda época. Boavista foi o emblema que o recebeu na temporada 1991/92, tendo conquistado a sua primeira Taça de Portugal. Regressou ao Benfica na temporada seguinte (1992/93), conquistando de novo a Taça de Portugal.

O seu espírito irrequieto levou-o a mudar de ares nas quatro temporadas seguintes. Estrela da Amadora (1993/94), Boavista (1994/95), Belenenses (1995/96) e finalmente o FC Porto (1996/97).

























A sua estreia oficial com a camisola do FC Porto, então orientado por António Oliveira, aconteceu no dia 11 de Setembro de 1996, no Estádio Giuseppe Meazza, em Milão, frente ao AC Milan, em jogo da 1ª jornada da fase de grupos da Champions League, com vitória surpreendente dos Dragões, por 3-2.

Lateral esquerdo rápido e muito ofensivo, boa visão de jogo, exímia capacidade para cruzar e assistir os seus companheiros, generoso, aplicado e competente nas tarefas defensivas, Fernando Mendes foi muitas vezes solicitado para defender a camisola azul e branca.

A imagem curiosa que se segue, refere-se à efeméride da conquista da Supertaça Cândido de Oliveira, conseguida no Estádio da Luz, no dia 18 de Setembro de 1996, com a goleada por 5-0, depois do FC Porto ter ganho por 1-0, um mês antes, no Estádio das Antas.

A curiosidade da foto tem a ver com os factos de ter sido tirada posteriormente em pleno Estádio das Antas, contar com todos os jogadores que participaram nessa goleada (titulares e suplentes utilizados), para além do treinador e director e ainda de todos os marcadores dos golos desse jogo mostrarem uma bola na mão, ilustrando a sua autoria.



































Após três temporadas de Dragão ao peito e um palmarés  enriquecido com mais 6 títulos, Fernando Mendes voltou ao seu périplo de emblemas nacionais. Belenenses (1999/2000), V. Setúbal (2000/2001 e 2001/02), Montijo (2204/05), São Marcos (2005/2006 a 2007/08) e finalmente Olímpico Montijo (2008/09).

Fernando Mendes vestiu a camisola da selecção nacional A por 11 vezes, mas nenhuma enquanto jogador do FC Porto.

Palmarés ao serviço do FC Porto (6 títulos):
3 Campeonatos Nacionais (1996/97, 1997/98 e 1998/1999)
1 Taça de Portugal (1997/98)
2 Supertaças Cândido de Oliveira (1995/96 e 1997/98)

Fonte: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar

sábado, 7 de janeiro de 2017

EQUIPA SEM ESTOFO É CANDIDATA DA TRETA

















FICHA DO JOGO






























A verdade é como o azeite, cedo ou tarde vem ao de cima. Se é verdade que o FC Porto tem tido muitas razões de queixa das arbitragens enviezadas de que tem sido vítima e que já custaram a perda de alguns importantes pontos, também não deixa de ser menos verdade que esta equipa não tem estofo para lutar por qualquer título.

Hoje isso ficou mais uma vez demonstrado, num jogo em que o árbitro cometendo alguns erros, teve a decência de aplicar um único critério para os dois lados, ilibando-se de quaisquer culpas.

Sem poder contar com o castigado Danilo Pereira e o ausente Brahimi (seleccionado para disputar a CAN), Nuno E. Santo recorreu a Rúben Neves e Herrera.
















A equipa azul e branca conseguiu produzir um futebol interessante, durante a primeira parte, período do jogo em que dominou territorialmente, criando situações para marcar, suficientes para resolver a contenda a seu favor. No entanto, a incapacidade para fazer golo, por precipitação,  ansiedade ou por falta de classe, impediram que o marcador tivesse funcionado.

Depois no segundo tempo tivemos um FC Porto cinzento, amorfo, sem arte nem engenho, para poder alterar o rumo dos acontecimentos. O Paços de Ferreira conseguiu em alguns momentos dividir o jogo e os Dragões demonstraram claramente que não possuem argumentos para discutir qualquer título, perdendo mais dois pontos importantes para o líder do campeonato, que para além do manto protector contam ainda com a confortável incapacidade dos seus perseguidores para lhe darem luta.

Defendo a intransigente luta pela verdade desportiva, a responsabilização dos agentes desportivos que não a garantem assim como também exijo seriedade a todos os responsáveis do FC Porto que de uma forma ou doutra contribuíram e contribuem para este estado de coisas,  principalmente para a falta de qualidade que a equipa de trabalho tem vindo a manifestar, pondo em causa mais uma época desportiva, para além da financeira.

Repetindo o que afirmei na crónica do jogo anterior, assim não é possível confiar nesta equipa.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 174













RUSSEL LATAPY - Goleador Nº 174

Apontou 7 golos em 56 participações com a camisola do FC Porto, durante as duas temporadas ao seu serviço (1994/95 e 1995/96).

Russell Nigel Latapy, nasceu no dia 2 de Agosto de 1968 em Port of Spain, Trinidad e Tobago.

Tendo em conta que se trata de um jogador internacional (também enquanto jogador do FC Porto) foi já objecto de apreciação individual, na rubrica «INTERNACIONAIS PORTISTAS», editado neste blogue em 23 de Abril de 2012, onde constam as incidências biográficas da sua carreira, que poderão recordar clicando aqui, razão pela qual apenas me limitarei a acrescentar pequeníssimos detalhes, como vem sendo habitual em situações similares.

Estreou-se oficialmente de azul e branco sob a orientação técnica de Bobby Robson, à 10ª jornada do Campeonato nacional e apesar das qualidades que lhe eram reconhecidas nunca conseguiu ser um dos indiscutíveis da equipa.

























A imagem que se segue é referente ao jogo da 31ª jornada do campeonato de 1995/96, na deslocação ao Estádio Abel Alves Figueiredo, em Santo Tirso, onde o FC Porto triunfou por 4-2 e Latapy foi titular durante os 90 minutos.



































terça-feira, 3 de janeiro de 2017

FC PORTO, UMA CASA A ARDER!




















FICHA DO JOGO






























Depois de uma demonstração de elevado apoio e crença na equipa, manifestada no treino aberto do primeiro dia do ano, pelos 28 mil adeptos que estiveram no Dragão era espectável uma reacção positiva e categórica dos jogadores azuis e brancos que foram escalados para a deslocação a Moreira de Cónegos, retribuindo de algum modo essa enorme manifestação popular.

Não foi assim. Apesar de uma primeira parte em que a equipa tentou, nem sempre bem, mas algumas vezes  com algum discernimento, falhando na concretização, a segunda parte foi surreal, numa demonstração cabal de faltas de empenhamento, controlo emocional, inteligência e também de capacidade.

As promessas do técnico portista não passam disso mesmo. Muitas desculpas, muita conversa da treta e os objectivos vão-se ficando pelo caminho, sem honra nem glória.

A desilusão é tanto maior quanto é certo que até ao Natal a equipa parecia dar mostras de melhoria acentuada, que estes dois últimos jogos acabaram por desmentir.

Perante isto como é possível acreditar neste grupo de trabalho? Não chegam as desculpas das arbitragens vesgas e enviesadas como a de hoje, coroada com a ridícula expulsão de Danilo Pereira! Neste lance a haver uma expulsão era a do próprio árbitro, que promoveu o choque com o jogador.

Aliás o que está a acontecer com a arbitragem nem sequer é nada de novo. Foi sempre assim. Sempre tivemos que ganhar contra tudo e contra todos. A novidade é que esta equipa não tem o estofo, a classe e a capacidade para superar estas históricas e habituais contrariedades, tal como conseguiram outras equipas no passado. Esta põe-se demasiado a jeito (o golo sofrido hoje é um claro exemplo) e depois vai-se deixando influenciar pelo ambiente criado, perdendo o foco principal, que só pode ser lutar com competência, com empenhamento, com raça, com união, para contrariar essa tendência.

Ai Porto, Porto... quem te viu e quem te vê!